Acho um pouco bom, de novo.
Eu cansei da melosidade. Intensidade sempre me assustou. Cansei de ouvir música de amor. Cansei de sentimentos. Cansei de lirismos, não importa quantos Leminskis mais me encham os olhos, meu coração não vai mais transbordar por poesia alguma. Não quero ser o “sambarilóvi”. E tampouco o “lóvi”. Tudo banalizou, inclusive eu. Era pra eu me apaixonar, criar expectativas, ver passarinho verde em todos os cantos, estar pisando em nuvens, mas ai que preguiça, eu cansei de climas iniciais, até de clima pré-beijo. Era pra ser uma outra chance bacana, com alguém tão bacana. Mas dessa vez eu vou ficar dormindo. Ou, no mínimo, ficar de pé na balada, com o cotovelo encostado no balcão e o copo de cerveja na outra mão, e só dançar quando tocarem New Order na pista (alguém pode tocar Regret pra mim, por favor?). Eu vou me acabar e voltar pro balcão, como se nada tivesse acontecido, e vou transitar entre ele e o caixa. Não vou querer mais nada.
Por ora.
Filed under: Imbróglios, Umbiguismos | 1 Comment
Tags: eu mesma, new order
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Você esta atualmente visualizando os arquivos do blog Vida Pública: porque é duro ser eu mesma....
È justo, moça. Acho que todo mundo tem seu momento de ficar de cheio de alguma coisa, ou até de “tudo”, por que não? Saco cheio de ficar sozinho, de ficar acompanhado, de melosidade, de falta de melosidade… Enfim, é estado transitório que dá sentido às coisas, não?
=)