Ah, eu digo que estou muito feliz. Quando mais nova, eu sonhava com o dia em que poderia ir a todos os shows que eu quisesse ir. Enfim, eu não vou a literalmente todos os shows que eu quero, mas me esforço pra segurar a grana e ir no que o bolso aguenta. E faço das tripas o coração, dependendo do artista que vai se apresentar!

E eu definitivamente mereci esse final de semana. Digo ainda mais que sábado foi o melhor dia do ano, sem dúvidas!

Mas enfim, tudo começou muitíssimo bem quando soube que meu nome estava na lista de sexta feira no Inferno (pode fazer piada), pra ver o Bidê ou Balde. Nunca havia visto a banda ao vivo, coisa que já deveria ter feito há muito tempo, porque o show deles é algo supremo e energético! Pra variar fiquei na cara do palco, com o Carlinhos suando e cuspindo bem em cima de mim, mas tudo bem porque eu roubei o set list dele, rá! E hj, no final do expediente, fuçando o youtube, encontrei um vídeo do show onde eles cantam Mesmo Que Mude (a minha preferida), e… eu apareço, quer dizer, minha cabeça loira de tiara preta aparece, e dá pra ver eu pirando com a canção e me empolgando com soquinhos no ar, bem debaixo do Carlinhos, vejam o vídeo. Dá pra ver tb eu estressando o Thiago, que teve o dom de me cutucar a cabeça e interromper a minha curtição só pra me falar que o vocalista do Rock Rocket tava lá no show ¬¬ huahuahuahua! Mas enfim, ele está perdoado. (Para os desavisados que me conhecem, eu tingi o cabelo de loiro platinado e estou mais loira que o costume)

Enfim, o final de semana continuou e lá estava eu a caminho de mais uma empreitada musical feliz: Planeta Terra.

O que eu tenho a dizer sobre? Ei, Tim Festival, vai tomar no c…!!!!

Simplesmente nota dez para a organização! Me senti num parque temático exclusivo pra shows, porque os palcos ficavam espalhados pela Vila dos Galpões. A decoração era muito bonita, a chill-out area era num espaço aberto, debaixo das árvores, e pra compensar o mau odor dos banheiros químicos, haviam galhos de eucaliptos espalhados dentro das cabines e na área do banheiro. Vários carrinhos trafegavam entre as pessoas, vendendo bebidas e sorvete a preço justo, até onde eu soube não faltou nada pra ninguém. E o bacana é que eles tinham um discurso ecológico muito inteligente, em todos os lugares haviam cestos de lixo com separação para reciclagem. Fora isso, tinha galpão com barracas do Mercado Mundo Mix, uma salona com telões pra ver os shows do Main Stage e ouvir o som em headphones e outro pra imprimir cartazes do festival. Devia ter mais coisa, mas juro, tinha muito o que fazer por lá!

Daniel e eu chegamos um pouco atrasados, na metade do show do Pato Fu, vimos um pouquinho (o suficiente para ver o John pirar e dedicar uma música pro Devo, que tocaria mais tarde) e fomos pro Indie Stage ver Tokyo Police Club, que eu não conhecia e é bem bacana.

Depois vinha o DataRock, que não conhecíamos e não gostamos muito, então fomos dar uma volta e ver um pouquinho do show da Lily Allen no Main Stage, que não empolgou, o que nos fez voltar para o Indie Stage aguardar o “hype” brasileiro das meninas e menino do Cansei de Ser Sexy. Daniel não empolgou muito mas eu adorei, presença de palco é o que esse pessoal mais tem, o som não tava lá aquelas coisas, eles não tocaram “Bezzi” e nem “Superafim”, o que eu julgo uma infração gravíssima, mas tudo bem. A roupa da Lovefoxxx e a decoração do palco supriram um pouquinho esse crime.

E, logo após, toca pro Main Stage ver o que me fez comprar o ingresso: Devo! O show do The Rapture ia começar dali a meia hora, o que me fez deixar o Daniel lá no fundão (era o que ele mais queria ver), e me infiltrar no meio do povão até quase a grade, de forma que eu pude ver o palco sem problema nenhum.

E lá estava eu de novo, nervosa pra ver mais um show de uma banda que eu não imaginaria nunca ver! De repente, os telões do lado do palco começam a exibir um videozinho kitsch, e de repente vários trechos de clipes do Devo, e de repente… sobem os tiozinhos já de cabelo branco, chapéu vermelho e macacão amarelo, e meus olhos se enchem de água… Poxa, que dizer? Eu via Devo ainda pivetinha, no tempo do onça, no extinto programa Kliptonita, então foi emocionante. Entraram mandando “That’s Good”, eu nunca me recordo a ordem das músicas dos shows, mas foram de “Peek A Boo” (que se não tocassem, eu era capaz de subir ao palco implorar pro Mark Mothersbaugh tocar) à desconstrução fodástica de “Satisfaction” dos Stones, passando pela mais conhecida, “Whip It”. Coro em total sintonia com a platéia na hora de soletrar o refrão de “Jocko Homo” (Are we not ment? We are Devo! Are we not men? D-e-v-o!), loucura em “Uncontrollable Urge” (e isso pra não falar do resto, senão o post fica mais chato ainda). Os caras fazem coreografia pra dançar juntos, apontam um pro outro, agitam pompons de chearleaders, etc. O primeiro ápice foi quando tacaram os chapeuzinhos vermelhos na platéia e arrancamo uniforme amarelo, dando lugar a roupas pretas impagáveis com meias e joelheiras hilárias. Assim, o show segue, doce e cheio de energia, e vc percebe que não é qualquer tiozinho que consegue ter o pique dos caras. Fernanda Takai, do Pato Fu, invade o palco e beija Mark, e é retirada de lá pelos seguranças. Para o bis, os caras retornam com Mark Mothersbaugh vestido de Booji Boy, uma fantasia de bebê usada nos shows dos anos 70, entoando “Beautifull World” em falsete, e jogando bolinhas na platéia. Lindo! Fecharam o show encantando mais ainda! Saí do Main Stage e fiquei rumando pelo lugar meio em alfa, até me esqueci de ver o final do show do Rapture e fiquei esperando o Daniel do lado de fora do Indie Stage sentada na calçada, meio besta…

Enfim, nos encontramos e fomos de volta pro Main Stage ver Kasabian. E bom, dp do Devo, Kasabian não teve muita graça pra mim. Até gosto de uma música aqui e outra ali, mas poxa, foi até injusto pra eles tocarem logo após Devo e Rapture (cujo show disseram ter sido incrível). Mas fizeram sua parte, sim senhor, empolgaram e se entregaram pra platéia. Foi um bom show, de qualquer forma!

Mesmo tendo ficado em débito com o Supercordas e Lucy and The Popsonics e não ter dado a mínima pra ala de música eletrônica, reforço que sim, sábado foi o melhor dia do ano até agora.* Espero que haja outra edição desse festival no ano que vem, porque compensou e muito! E, sem dúvida, festivais e shows bacanas desse jeito é o que me faz mais feliz nesse momento da minha vida :)

Ei, Claro Q É Rock, vcs bem que podiam se manifestar, não é msm?

*Ei, Foo Fighters, vcs têm até o dia 31 de dezembro pra vir pro Brasil e mudar o meu dia mais feliz do ano!


One Response to “Sobre o final de semana mais chato do ano”  

  1. Puxa, que fim-de-semana intenso, hein? Você só confirmou o que eu li muito por aí: que a organização do Planeta Terra foi mesmo campeã. Então mesmo q eu tenha perdido (como quase tudo neste ano), torço para que tenham mais edições. Quanto ao Bidê, os shows deles são sempre bons. Não tem um que não valha a pena.

    Quanto ao post no meu blog, eu juro que não me pensei no 31 canções qd escrevi, embora eu tenho o livro sim e adore (sou suspeito para falar do Nick Hornby), mas agora que você comparou, eu reli o post, e percebi que a idéia dele está mesmo muito parecida com o 31 canções sim. hehehe.


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