Sobre Maria R.

Designer gráfica, 28 anos, aquariana. Acredita que para qualquer momento da vida, existe uma trilha sonora adequada.

2003 x 2009

Qual não foi minha surpresa quando, certo dia, abri meu e-mail e vi uma  mensagem da Cátia recheada de fotos antigas? Eram do tempo em que fazíamos Publicidade e Propaganda, e registravam a nossa ida, juntamente com a Aline e com a Karine, a um show do Felipinho, quando ele ainda tocava no Fud.

Fiquei passada com o tamanho do meu cabelo e com a minha magreza, e no quanto eu me sentia gorda naquela época! E é claro que também me vieram vários filminhos na cabeça e foi impossível não traçar um paralelo com o que eu costumava ser e o que sou hoje em dia.

Acabei fazendo essa brincadeira no Instagram (InstaPobre days are over!) e resolvi replicar aqui no Vida Pública, juntamente com as fotos que postei:

Maria Renata x Maria Renata

20 anos x 29 anos

estudante de Publicidade e Propaganda x diretora de arte

é chamada de Renatinha x é chamada de Maria

cabelos muito compridos x cabelos variando de curto a médio

ouve Manu Chao e Los Hermanos x ouve música

sonha em trabalhar na Almap x sabe que o caminho é longo

mora com os pais x mora com o irmão

usa ICQ (27249816, add aê!) x tem pavorzinho de chats

não pega ninguém x prefere dormir de conchinha

 na foto, está num show do Fud x na foto, está na cama com preguiça da vida lendo Hemingway, passada com o quanto o tempo passou a mão na bunda dela

E a comparação cute:

atualiza um blog chamado Vida Pública x atualiza um blog chamado Vida Pública =)

Raul Seixas – O Início, o Fim e o Meio

Depois que caí em mim e deixei a babaquice do “não gosto” da adolescência pra trás, vi, aos meus 24 anos, que na verdade o grande problema era que eu simplesmente não tinha capacidade para entender Raul Seixas. Até cheguei a postar sobre as três canções que gosto dele (e foi a única persona do post a quem não me dirigi ironicamente, diga-se de passagem).

Não é conversa de gente rasa (e se soar como conversa de gente rasa também, azar), mas bastou ver o documentário para entender a figura que era Raul Seixas. Hoje não tem nenhum outro artista rolando no meu player além de Raul. Sei que terei uma longa discografia pela minha frente até conseguir absorver tudo e ver se de fato gosto ou não. Mas ainda assim, acho que vai valer a pena visitar toda a sua obra. Qualquer coisa, ainda permaneço com o meu top 3. Enquanto isso, fica a dica do documentário.

E se alguém quiser deixar aí nos comments um link pra música do Raul que mais gostar, fica o convite! ;)

Três perversões

1)
Olhou para suas mãos. Nelas, conseguia ver o tempo passar. Iam envelhecendo, sulcando, não importava a cor esverdeada de seu esmalte. Nem o creme faria os anos voltarem. Pensou no passado. Sentiu falta.

Ela era observada de longe. Seu observador queria lhe dar um abraço, um pacote de camisinhas e uma garrafa de catuaba selvagem. Imagina essa mulher bêbada, descabelada e louca de tesão, pensou ele, enquanto retirava algo branco e fluido de suas mãos.

2)
Uma vida de dedicação. Tudo o que ele mais desejava era impressioná-la. Quando ela envelheceu, sem poder caminhar, só lhe restava ele para cuidá-la. Na primeira vez em que ele (que era 20 anos mais novo e possuia dedos ágeis) foi banhá-la, ela se apaixonou. Nunca esteve tão limpa quanto nos últimos dias.

3)
Boa filha. A coleção de bichos de pelúcia da infância permanecia intacta até os dias de hoje, no quarto da casa de seus pais, onde dormiu a vida toda. Aos 40 anos, desistiu de procurar o amor de sua vida: nunca conseguiu achar um homem decentemente católico, que agradasse seus pais. Assim, seguiu sua vida feliz. Dentro de cada bicho de pelúcia, escondia um vibrador diferente.

Sobre o que foi. E sobre o que não é mais.

Esse assunto que me incomoda tanto veio a tona hoje. Fazia tempo que não me assombrava. Andei até sonhando com ele, um tempo atrás.

Confesso que sinto saudades, que me orgulhava, até que veio a derradeira e digamos que eu entrei em parafuso.

Aí que, com a retomada dele, eu fiquei pensando em como seria se as coisas não tivessem tomado o rumo que tomaram. Bateu deprezinha, confesso.

Mas o que passa é que as coisas não são mais iguais, não podem, não devem. Devo agradecer a isso, de certo modo. Ainda estou aqui, travando minhas lutas diárias e correndo atrás das minhas paixões. O que não pode é acomodar. Nem perder a paixão.

Dia em bullets #03

• Brutalidade, em outros lugares, chama-se também segunda-feira.
• Pão com manteiga na chapa e suco de laranja me lembra de quando eu tomava café da manhã com meu pai na padaria, e depois ele me deixava na universidade.
• Eu não sou muito fã de poodles, mas acho que poodles com o pêlo aparado ficam a coisa mais fofa do mundo.
• Minhas Papilas Gustativas adicionaram Ajinomoto aos seus amigos. Essa amizade não vai prestar, é claro.
• Eu devia ter comprado ingresso pro show do Mark Lannegan ao invés do show do Nada Surf.

[ E para encerrar, o link da música que meu amigo me passou e que me fez ficar pensando no último bullet do post ]

Dicas…

…elaboradas pelas amigas Duda, Giovana e Maria Renata, que resolveram simplificar a vida.
(foto via)
• A vida não é fácil, colega
• Se você não paga aluguel, não tem do que reclamar
• Sofrer por amor é deveras brega
• Querer que eu compre sua briga é ridículo
• Favor interfonar antes de subir
• Tá ruim, tá bom? Então você merece, com certeza
• Depois do advento das mídias sociais, a janela da fofoqueira virou a tela do computador
• Algumas pessoas podem lhe causar concundas, tamanho o seu peso pra carregar
• Quando pensar em viver a minha vida, pergunte-me primeiro o valor das minhas contas
• Usar a casa do seu amigo para eventos sociais: não pergunte-me como
• Se for comentar só pra gongar, não comente
• Minha orientação religiosa faz de você uma pessoa com mais assunto, parabéns
• Quero de volta aqueles mililitros do meu hidratante importado que você utilizou sem autorização prévia
• Pare de brincar de meu dublê e vá ler um livro
• E a principal de todas: não conteste.