Sobre

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Quando criança, ela queria se chamar Rita, ser alta e ter o cabelo mais preto que o da Branca de Neve. Daí o tempo passou e ela entendeu que tinha de ser o que veio pra ser: Maria Renata, baixinha e loira. Não que tenha se conformado com isso, mas no fim ela até que gostou do jeito que as coisas ficaram. Aí ela tratou de ser desse jeito e ponto, do alto dos seus 24 anos, não tem (muito) do que reclamar da vida.

Ela se lembra da primeira vez em que, aos 4 anos, decididamente se sentou no chão para “desenhar direito”, entre a poltrona e o sofá da sala, e assim saiu o rosto do Cebolinha da Turma da Mônica, em giz de cera verde. Até hoje não consegue desenhar com perfeição o rosto do personagem, mas a partir daquele dia soube que gostava de cores e formas, e depois não parou mais de rabiscar cadernos e folhas avulsas, que tem guardadas até hoje.

Também se lembra do dia em que decidiu, aos 12 anos, que seria publicitária, sugestão da tia, após verem juntas um comercial da Doriana (“Publicidade, tia? O que é isso?”), e no dia seguinte saiu contando pra todo mundo que seria publicitária. Ela quase foi corrompida pelo jornalismo, mas deu no que deu: no fim ela acabou virando publicitária mesmo, e aproveitou esse gosto dos tempos de criança e fez também Design Gráfico na faculdade. Hoje quebra a cabeça pra saber se é “publicitária-designer” ou “designer-publicitária”.

Ela sente muita saudade: de momentos, de épocas inteiras e principalmente de gente. Demorou pra entender que às vezes as pessoas precisam se afastar porque precisam seguir o rumo de sua vida – na verdade ela queria que todos os seus amigos se conhecessem e se dessem bem. Desejos de miss, mas ela sabe disso.

Sua mãe estranhou o dia em que descobriu que a filha tem uma paixão que ela mesma nunca teve: Maria Renata ama Roberto Carlos. Pode ouvir ao Rei simplesmente o dia inteiro. E por esses dias também descobriu que a filha gosta de Ronnie Von, para a felicidade de seu marido. Sem dúvidas era pra ser desse jeito: afinal, Rei e Príncipe devem andar lado a lado.

Para falar a verdade, música é algo muito constante na sua vida, de forma que ela mesma não entende e muito menos procura entender. Como a própria afirma, ela gosta de Rolando Boldrin a Mondo Generator. Nada a deixa mais feliz que ir a shows. Ela enfrenta a odisséia que for para ver uma banda que gosta.

E no final das contas, está aí, pro mundo, vivendo um dia de cada vez, sem atropelar suas vontades. Igual ao Menino Maluquinho, o tempo pra ela é um amigão, sempre foi e sempre será :)

Ah, e ela continua gostando de colocar, de vez em quando, uma carinha feliz no final dos posts :)


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