Liniers, 4 vezes

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2010 – Sesc Pompeia

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2011 – MIS

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2013 – Sesc Belenzinho

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2015 – Centro Cultural Correios

Não, eu não perco a oportunidade de falar com o Liniers, sempre quando ele está por São Paulo… ai como esse argentino me enche a vida de felicidade! <3

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Mais uma tietagem

Quando eu tenho a oportunidade de chegar perto de algum artista que admiro, não me faço de rogada não (vide ano passado, com repeteco também em agosto, aqui, aqui e aqui, porque eu sou cara de pau sim). É que eu fico meio embasbacada, poxa! Não é que eu seja daquelas tietes alucinadas, mas é que eu realmente gosto de chegar perto do artista em questão para, minimamente, agradecer por ele fazer uma obra que me toque tanto.

Eu não sou aficcionada por atores, globais ou não. Gosto especificamente de músicos e cartunistas (venha Liniers quantas vezes vier a São Paulo, que eu vou dar um jeito de pegar um autógrafo – quem sabe ele não autografa todos os meus Macanudos? :D)

E foi isso o que eu disse pro Ben Kweller, semana passada, no Sesc Vila Mariana: thank you so much!

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Ben, eu e meu vinil autografado <3

Bacana é quando o cara dá abertura. Não quer dizer que ele vá se fazer de íntimo, mas acho bacana esses artistas que dão importância para a troca com seus fãs. E o Ben estava vendendo seu próprio merchandising antes e depois do show. Claro, sempre conversando minimamente e sendo simpático com quem chegava perto.

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Fernando-Morzão, eu, Ben, Karen, Felipe, Lie e Vini

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E a última, eu, Ben e Karen, que juntas sempre curtimos o som dele

No fim, só me resta repetir: thank you so much, Ben! Tanto pelo show incrível quanto pela gente-bonice ;)

Minha primeira graphic novel

Foi Maus, de Art Spiegelman, que me introduziu aos 14 anos ao mundo das graphic novels. Descobri o livro xeretando a estante de meu primo Adriano. Lembro-me de abrir o livro e descobrir que ele ganhou de presente, já que tinha uma dedicatória de seu amigo Gabriel, dizendo que, talvez como prisioneiros de uma guerra diária, não se vissem mais com tanta frequência. E eu, que ainda não entendia nada sobre guerras diárias, era fascinada pela temática da Segunda Guerra na época e comecei a ler o primeiro volume ali mesmo, na casa dele. Deu que não desgrudei durante o dia todo, e levei o primeiro e o segundo volume emprestados.

Ano retrasado estava passeando pela livraria quando vi a versão completa, num livro só, a venda. E, pelo fato de ser uma obra emblemática na minha vida, resolvi comprá-la, mesmo que para ficar na estante. E ali ela ficou, pegando pó, até que, mês passado, resolvi finalmente reler. E preciso dizer que foi novamente uma experiência incrível revisitar Maus, 14 anos depois.

Gosto do fato de poder entender que o traço de Spiegelman, em diversos momentos nesta obra, se refere a propaganda nazista, e continuo achando fascinante o fato de diferentes raças serem representadas por animais. E hoje, também, enxergo a tal da guerra diária, que Gabriel menciona na dedicatória ao meu primo, impressa na trajetória de Vladek.

E semana passada, passeando pela mesma livraria, me deparei com MetaMaus, um “livro sobre o livro”, que fala não só dos porquês de Spiegelman ter escolhido caracterizar os judeus como ratos e alemães como gatos, como também traz um DVD com a história toda digitalizada e hiperlinkada com sketches, trechos em áudio do depoimento de Vladek e fatos históricos.

Em breve estará na minha estante, simplesmente porque Maus, além de ser um relato riquíssimo sobre a sobrevivência a Segunda Guerra, sempre será um livro querido e importante na minha vida por ter me aberto as portas ao mundo das graphic novels.

 

Seguindo o coelho branco

Desde sexta retrasada, abriram uma cortina cor de rosa ao redor do meu mundo. O que no momento era considerado ruim, ficou tão pequeno que deixou de ter importância. Desde então, o céu é sempre azul e o chão é um gramado verde e extenso, onde encontro-me deitada observando a vida.

De repente, uma revoada de corvos passa, puxando um misterioso homem de negro como se fosse um pequeno príncipe sinistro. Adiante, na colina, um monstro com chapéu de festa corre, repetindo seu nome a todo instante. Duendes escondem doces em uma árvore, onde uma menina brinca num balanço ali pendurado, sempre assistida por seu ursinho de pelúcia. E sou supreendida por um gato preto e branco, de nariz vermelho, que senta ao meu lado e me pergunta como foi meu dia.

Olho para a direta. Um homem coelho, branco e com óculos quase iguais aos meus, está deitado ao meu lado, observando um pinguim que voa no céu.

Suspiro feliz e dobro os braços atrás da cabeça. Me estico. Não posso me queixar de mais nada: a vida é doce, sim senhor.

(A contra-capa do meu livro “Ooops”, com desenho e autógrafo do cartunista argentino Ricardo Liniers, o homem coelho do texto. E é claro que não resisti e fiz uma foto com ele, depois do show dele com o Kevin Johansen ;D Não poderia estar mais feliz com este encontro!)