Olhando para trás

Olhando para trás

Já é quase maio e eu mal parei.

Sebo nas canelas.

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Publicando minha vida em 2003

O tempo passou.

Além de diários, agora posso dizer que acumulo blogs. Sim, estes espaços onde eu falo para ninguém existem desde 2000, em diferentes endereços, mas desde 2002 sob o nome de “Vida Pública” – a princípio, “A Vida Pública de Maria Renata”, mas oi? Que enorme. E se é um blog que tratava da minha vida, já estava claro que a minha vida pública estava impressa ali.

Enfim, depois encurtou pra Vida Pública e pronto. A diferença é que eu não falo mais da minha vida como costumava falar: o que fiz, pra onde fui, com quem eu estava. Antes, era assim, e portanto, um diário virtual literalmente.

Graças ao Way Back Machine, eu consegui reler o meu blog de 2003, quando eu tinha 20 anos. E me lembrei deste post, que achei bonitinho reler. Publico aqui:

Terça-feira, Novembro 04, 2003

Eu, numa cena clássica de fim de noite: na frente do espelho, espremendo obsessivamente cravos e espinhas do rosto.

Em momentos como este, costumo pensar sobre o meu dia. E, de repente, me veio à cabeça um dos temas que foram discutidos no Programa da Hebe: que tipo de homem te leva à loucura?

Parei. Pensei. Ruminei sobre o assunto, e o resultado não foi muito diferente do que eu já sabia.

Digamos assim: para mim, homens que me atraem são como caixas de biscoitos. Caixas de biscoitos são mais intrigantes que as de bombons. Ás vezes, um biscoito vem quebrado, ou em ordem diferente ao seu recheio. Mil e uma coisas podem acontecer numa caixa de biscoitos, e essa é a graça. Biscoitos são subversivos. No mundo das guloseimas, é permitido aos biscoitos errarem, e os bombons estarão sempre fadados à perfeição.

Como publicitária, um bom layout na caixa me atrai. Mas não o design tradicional. Sou fã do design cambiante, E muitas amigas julgam o meu gosto para homens um tanto quanto “exótico”, na maioria das vezes.

Gosto de homens com algo mais que a mais, de homens com um leve exagero visual, um exagero compreensível, quase que subversivo, que com certeza, seu pai se acostumaria com o tempo.

Muitas vezes, este tipo de homem deixa transparecer seu interior, mostrando seus ideais. Da mesma maneira, alguns deles são adeptos deste visual apenas por onda. Porém, este logo denuncia o que realmente é, e geralmente, pelo seu gosto musical.

Homens biscoitos te dão mais opções. Você pode “comê-los” a dentadas, simplesmente, ou apenas retirando sua tampa e comendo seu recheio, num ritual luxurioso.

Já os homens bombons são certinhos demais, exigem muita pompa ao serem digeridos. São muito chatos.

Portanto, homens biscoitos são os meus preferidos. Ele possui uma fórmula simples, uma embalagem diferente. Ele, por si só, já é simples, e possui conteúdo, fundamento e conceito, no tamanho e dose certa. Cada mordida é uma surpresa, e seu sabor… inexplicável, errante, quebrador de regras, como um biscoito deve ser.

Rock’n’Grohl pra vcs!

Detonado por Mary Renatts às 9:54 AM

Nessa época, eu era assim, aquela pessoa hipponga da parte superior esquerda. Muita coisa mudou, mas ainda conservo os mesmos amigos: Cris, Doug e Dri.

Posso ficar assim?

(via)

Não que eu saiba tricotar (deixo isso pro namorado, que é todo prendado), mas deixa eu ficar tranquila, sentada assim em algum canto, vendo o tempo passar? E mudo o tricô por fones de ouvido!

Pode ser na porta do prédio onde moro, já que adoro observar o movimento do meu bairro e isso me enche os olhos…

(e vai tocar isso)