Para o querido A.,

(que pensa que eu não sei de nada)

No seu decifra-me ou te devoro, já te engoli faz algum tempo.

Quero te contar tanta coisa, mas felizmente teu fardo não me compete. E que você nunca carregue o meu, nem o de ninguém que não seja da sua alçada.

Vou compartilhar com você, A., que eu não quero gritar mais alto que ninguém. Não preciso (desse modo eu também economizo benalets). E não, não são indiretas. Só quero te contar isso. Buscar a própria paz de espírito já é algo.

Olha, eu te desejo um feliz 2013 (acho que dessa vez não nos veremos)! E que essa fase nova da sua vida seja plena. Espero que você se torne mais leve (e que essa relação não seja um pleonasmo).

A vida é curta e eu não quero te dar conselho algum. Nosso sangue é ralo e eu não me importo nem um pouco com isso. Então vamos sair do computador (esse forte apache dos covardes), sentar e rir, que talvez a gente saia ganhando. Juntos, a gente sempre riu como ninguém. E disso eu não pretendo me esquecer!

Paz, meu querido!

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Para a moça M.,

(que jamais saberá destas mal digitadas)

Os seus sentimentos são estranhos e se manifestam no seu gato e no seu cotidiano anacrônico.
Eu não tenho um gato, mas tenho um cotidiano ingrato (e sou expert em trocadalhos, veja só).
Eu também tenho (muito) sono e meu cabelo é escorrido, mas quero te dizer que apesar dessa intriguinha, lá no fundo, nós somos marromeno a mesma coisa.

Com amor (ou não),

– Maria R.